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Visão Clínica
Matriz Oclusal: Anatomia e Função Originais
Occlusal index: original morphology and function
Luís Henrique Schlichting*, Lessandro Machry*, Ana Paula Rost**, Christine Nagel Backes**
*Mestrandos em Dentística da Universidade Federal de Santa Catarina
**Graduandas em Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina
Um dos grandes desafios para o cirurgião-dentista é o domínio dos compósitos na reconstrução da anatomia oclusal.¹ A reprodução fidedigna do relevo oclusal é uma tarefa árdua, se não impossível, para grande parte dos profissionais.
Naqueles casos em que a remoção do tecido cariado determina, como manobra prévia, a destruição da superfície oclusal intacta, a técnica da matriz oclusal deve ser considerada a primeira escolha. A morfologia pré-operatória é registrada com um material transparente,² e a matriz reproduzirá, na última camada incremental de resina, uma forma muito próxima à original.³ A utilização da técnica da matriz não inviabiliza a reconstrução incremental e policromática, entretanto, alguns aspectos relacionados à confecção e utilização da matriz devem ser observados:
- A matriz deve ser confeccionada em material incolor, para permitir transmissão da luz para fotopolimerização;
- Deve haver correta impressão da superfície oclusal;
- Antes da perfuração do dente, deve-se conferir, repetidas vezes, o perfeito reposicionamento;
- Deve haver cuidados na remoção dos excessos de adesivo, para que possíveis empoçamentos não prejudiquem o assentamento da matriz;
- Os incrementos relativos à dentina devem respeitar o espaço necessário ao último incremento referente ao esmalte.
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